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Termas da Curia
As águas termais da Curia são de natureza sulfatada cálcica e magnesiana e são especialmente indicadas no tratamento de doenças metabólico-endócrinas (nomeadamente gota), cálculos renais e infecções urinárias, hipertensão arterial, doenças reumáticas e musculo-esqueléticas, sendo diversas as formas de tratamento que são disponibilizadas nas termas, de que são exemplo a ingestão oral, os banhos de imersão, várias técnicas de duche, hidromassagem, piscina, calores húmidos, entre outras.
As termas da Curia são das mais antigas estâncias termais do país, sendo conhecidas desde o tempo da ocupação romana, mas estiveram esquecidas durante vários séculos até que em 1865, um dos engenheiros (La Chapelle) que dirigia as obras ferroviárias da Linha do Norte, tendo ouvido falar das águas da Curia, tentou os seus benefícios para uma doença de pele que sofria e para a qual parecia não haver cura. O facto de ter ficado curado após os banhos nas águas termais divulgou as qualidades das ditas águas não só em Portugal mas também em França, de onde era original La Chapelle.